Por Carol Avansini
Uma pergunta que ouço com frequência, de clientes e parceiros de trabalho, é sobre o que fazer para aparecer nas respostas das IAs. Estudei, testei e escrevi diferentes modelos de texto para encontrar a resposta, que me surpreendeu pela simplicidade, pelo menos para quem é jornalista experiente como somos na Infinita.
Se você quer ter visibilidade nas inteligências artificiais, abuse do bom e velho lead.
Na minha trajetória profissional, acumulo experiências em todos os “lados do balcão”. Fui repórter de jornal diário, trabalho com assessoria de imprensa, aprendi a escrever para marcas, a fazer branding, copywriting, desenvolver campanhas e conquistar posicionamento nos buscadores com blogs corporativos.
Cada um desses mundos tem sua lógica, seu vocabulário, sua métrica de sucesso. Na construção de narrativas para universos tão diferentes, porém, a maior permanência está na resposta a seis perguntinhas básicas que me ensinaram já no primeiro dia da faculdade: quem? O quê? Como? Quando? Onde? Por quê?
São as respostas a essas perguntas que têm ensinado gerações de repórteres a não perderem o leitor na primeira linha. E que, décadas depois, são o mapa da mina para ser encontrado, lido e citado por uma inteligência artificial.
Nas IAs, respostas claras trazem resultados
A gente que gosta de escrever se irrita um pouco com as IAs, porque elas tendem a simplificar e banalizar nossas ideias. Mas a verdade é que os modelos de linguagem aprendem com textos que respondem perguntas de forma clara, com contexto e que não exigem grande esforço para serem compreendidos.
Quando alguém digita numa IA “qual a diferença entre assessoria de imprensa e relações públicas” ou “como escolher o tom de voz da minha marca”, o modelo vai buscar, no universo de conteúdos que conhece, as fontes que responderam aquilo com mais precisão e menos ruído. Nem sempre a resposta vai estar nos textos mais criativos e ousados. Certamente, estará nos textos claros, bem escritos, com fontes qualificadas e a coerência que só um bom jornalista consegue imprimir ao conteúdo.
No mercado de comunicação, esse processo todo tem até um nome chique: Generative Engine Optimization, ou simplesmente GEO. É o primo mais sofisticado do SEO, opera com uma lógica parecida, mas com critérios um pouco diferentes. Se antes o foco estava nas palavras-chave, agora a gente precisa oferecer respostas.
Nos últimos anos, ouvi de muitos profissionais da comunicação que não valia mais a pena ter blog corporativo, que ninguém mais lê texto longo, que o futuro era o vídeo curto, os stories, os cortes, o conteúdo que some em 24 horas. Mas na Infinita Escrita somos especialistas em narrativas e seguimos defendendo o valor dos blogs como a melhor estratégia para criar um bom storytelling. Traduzindo a palavrinha da moda: a ideia é usar a ferramenta para explicar o que o cliente faz, para quem faz e por que faz.
O resultado desse investimento aparece agora na forma de presença digital das marcas que atendemos, respondendo perguntas reais de pessoas em busca de soluções. Ao criar o que chamo de “memória digital” por meio de conteúdos consistentes, conquistamos naturalmente o ecossistema da IA generativa. Somos encontrados exatamente do jeito que queremos, contando as histórias que construímos ao longo dos anos.
Na Infinita Escrita, não produzimos conteúdo para algoritmos e sim para pessoas. E é exatamente essa escolha que nos colocou à frente de quem correu atrás da tendência sem entender o que estava por baixo dela.
